Publicado por: moacirmolotov | 21/12/2009

Campanha do Medo.


Fear Factory

Mechanize – 2010

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Candlelight Records

Discussões e brigas à parte, saem Herrera, e Olde Wolbers e volta Dino Cazares para a concepção de Mechanize, 7º Disco de Estúdio de uma das mais criativas e técnicas bandas de metal pesado de todos os tempos. Como um grande fã da banda há muitos anos, baixei o disco com certo receio, pois o último trabalho lançado (Transgression) não era lá dos melhores. O novo trampo têm início com a brutal faixa-título, que, nos primeiros riffs, nos remete um pouco à 540.000 Fahrenheit, e desce a corredeira em direção da fórmula perfeita Fear Factory de ser, e felizmente, conseguem encontrar. Tudo está lá: Afinação baixa, Cazares dixavando nos riffs cavalgados, todos os double-basses (Mesmo com técnicas diferentes das utilizadas por Raymond Herrera, Gene Hoglan se sai muito bem), os sintetizadores futuristas, C. Bell oscilando entre vocais mega agressivos e as melodias facilmente reconhecíveis pelos fãs. Tudo em estado bruto, porém com o pé pisando um pouco mais fundo no acelerador.

Em Industrial Discipline, segunda música do disco, o espírito Fear Factory continua vivo como nunca e funciona mais ou menos como uma maquina de murros. Pegada hardcore, brutalidade, punch e uma ótima e grudenta melodia que nos remete ao tempo do Demanufacture, porém com uma qualidade de produção e de gravação milhares de anos luz à frente.

A terceira faixa é Fear Campaign, música inovadora e também dona de uma pegada violentíssima e ultra-acelerada. Conta com riffs que fogem da maneira tradicional Fear Factory de compor, apostando em guitarrinhas mais agudas e até em um solo bem metalizado, este executado com maestria. Mas… inconfundivelmente é Fear Factory: Riffs cavalgados, sintetizadores, melodias e brutalidade ímpar.

O disco continua com Powershifter, música que já havia vazado via YouTube, caindo aos ouvidos de milhares de fãs. E a fábrica de medo continua pisando fundo no acelerador, com um instrumental tão técnico, pesado e perfeccionista que chega a fazer neguinho bater a cabeça na parede.

Seguimos com Christploitation, de clima sombrio, introdução de pianos e pique meio Zero Signal. A pancada continua comendo solta, com muita velocidade, resquícios de Death Metal/Grind e identidade Fear Factory imune.

Oxidizer e Controlled Demolotion (Não lembra um pouco a maravilhosa Shock?) têm um pique meio Obsolete de ser, com sonoridades mais cruas, melodias cantadas com agressividade e brutalidade de sobra para os fãs sangue no zóio flutuarem de alegria.

Como não poderia ficar de fora, Designing the Enemy é a música mais viagem e mais experimental do cd, com uma introdução longa e melódica que da abertura pra mais pancadaria (só que aqui com o pé no breque) e vocais guturais. Alguns riffs lembram um pouco o som dos pioneiros do Math-Metal, o Meshuggah.

A penúltima faixa do cd, Metallic Division, funciona como uma espécie de vinheta instrumental curtinha.

E fechando o cd, temos Final Exit, mais uma viagenzona bonita de se ver: Guitarras limpas, melodias vocais limpas, um refrão grudento e “pra cima”, climatização de esperança retomada, e claro, aquelas passagens totalmente Fear Factory de ser.

Um puta disco pra quem estava esperando por um puta disco. A fábrica de medo está de volta em seu estado mais puro, porém, contando com novos recursos tecnológicos como benefício de produção.

Nota: 10

Ouça Powershifter:

Créditos pelo Link: WWW. NEWMETALDISCS. BLOGSPOT. COM

Mario @siloque

 


Responses

  1. Baixarei pra ver qualéquié.


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