Publicado por: moacirmolotov | 12/12/2009

Cartilha Obrigatória do Punk Rock/HC Nacional.


Separei aqui para vocês os 5 disquinhos mais obrigatórios do Hardcore Nacional. Façam bom proveito. =)   

  

5- Os Cabeloduro – Com Todo Amor e Carinho. – 1996 – Brasília.   

Os Cabeloduro é uma banda brasiliense do Hardcore sem frescuras dos anos 90 que lançou em 96 o maravilhoso Com Todo Amor e Carinho, que traz 20 músicas em pouco mais de meia hora. Independente das letras irônicas recheadas de humor negro, com conteúdo político ou fazendo um ode à boemia, a sonoridade era uma só do começo ao fim do álbum: Punk Rock/HC simples, sujo, agressivo e empolgante.
Impossível não sentir vontade de pogar em sons como Mãozinha, Pinga com Limão, Enfia no Cu ou Simidão. De mão beijada você ainda pode cascar o bisco com a escrotona Canção de Amor. No mínimo, brilhante. Hardcore feito por quem sabe fazer Bom Hardcore.   

4- Jason – Eu Sou Quase Fã de Mim Mesmo -2000 – Rio de Janeiro 

 O Jason já chegou á cena moendo a porra toda em patamar de clássico com o ótimo Odeia Eu (98), iniciando sua trilogia do mal humor. Odeia Eu é sujo, veloz e dotado e uma raiva descomunal, mas foi em 2000 que apresentaram ao mundo o segundo cd, Eu Sou Quase Fã de Mim Mesmo, a masterpiece. Desde o primeiro segundo a pancadaria rola solta, com o mesmo teor de raiva, o mesmo vocal irritado de Vital cuspindo letras ácidas, porém com uma gravação mais profissional, dotada de mais punch. Entre as melhores podemos citar Roda Gigante, Rosebud, Deus não acredita em ateus e A Bela Canção (Que eu não escrevi). Hardcore carioca inovador e empolgante.  

3- Raimundos – Raimundos – 1994 – Brasília. 

 Um clássico absoluto, responsável pela minha interação no mundo do rock, há 15 anos atrás. 

 Com certeza o primeirão do Raimundos é um disco que revolucionou o mercado fonográfico nacional (Quando ainda existia um). Sujo, rápido, boca-suja, pornográfico e maconheiro do jeito que os boêmios gostam. Nessa época os Raimundos ainda mesclava Punk Rock/Hardcore sujo com baião e letras engraçadíssimas e criativas com temáticas nordestinas. Esse disco conta com clássicos absolutos como Puteiro em João Pessoa, Bê-a-Bá, Palhas do Coqueiro, Rapante, Nêga Jurema, Marujo e o safado rockinho comercial Selim. Obrigatório e imprescindível pra entender o Rock (de verdade) brasileiro da década de 90.   

  

2- D.F.C. – Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo – 1996 – Brasília. 

Já um pouco mais interado no HC/Punk Rock de tanto ouvir discos como o primeiro do Raimundos, o primeiro do D.F.C (Tcha nan nan nan nan, 1994) e o Brasil do Ratos de Porão, eu pulava de alegria quando comprei esse daqui. Abandonando um pouco as letras machistas do primeiro disco e voltando para um lado mais político boca suja, o DFC conseguiu fazer um dos mais agressivos álbuns de Hardcore da história da música brasileira. Com 20 músicas em mais ou menos 20 minutos e colocando pitadas de hip hop aqui e ali, os brazilienses dão uma bica na orelha do ouvinte com clássicos como Censura, O Mal da Liberdade, Sou o Mesmo FDP, Possuído Pelo Cão e a regravação da já clássica, mesmo naquela época, Molecada 666. 

Hardcore de verdade, sem melodias, sem instrumental limpinho e sem deixar diminuir o pique. Pedrada indiscutivelmente clássica.  

1- Mukeka di Rato – Gaiola – 1999 – Vila Velha 

Pra mim, o melhor cd de Hardcore de todos os tempos. São 16 faixas em 22 ou 23 minutos que mesclam as melhores letras já feitas, gritaria, rasgueiragem, Crust, Grind, Fastcore e todas essas faltas-de-educação. É inacreditavelmente viciante, talvez fortalecido pelo vocal único de Sandro, que nos convida a decorar todas as letras e cantar junto. Gaiola é um dos menos convencionais discos de Hardcore Nacional, com um encarte supimpa, músicas variadas e dono de uma sujeira única. Pisando um pouquinho mais fundo no acelerador do que os outros discos citados e variando mais entre seus instrumentais e métricas, o Gaiola atinge o status de obrigatório pra qualquer um que deseja conhecer pelo menos um pouco da música underground extrema brasileira: Bem humorado, esculachado e torto como manda a desregrada cartilha. Clássicos absolutos como Mickey, Guri, Nossos Filhos, Nazi-Tolices, Cobra Criada, Praia da Bosta, Pasqualim na Terra do Xupa-Cabras, Homem Borracha, Do Contra ao Favor são o que constituem essa belezinha. O melhor dentre os melhores.  

 Mais 6 discos que você deve ouvir:    

            

           

              

    

Bom divertimento.    

Mário @siloque    

    


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