Halloween – O Ínicio (Halloween)
Direção: Rob Zombie
Com: Malcolm McDowell, Danielle Harris
Terror – EUA – 2007 – 109 Minutos
PlayArte
Dirigido por Rob Zombie, líder da extinta (e excelente) banda White Zombie, e diretor dos ótimos filmes de terror A Casa dos Mil Corpos e Rejeitados pelo Diabo, esse remake de Halloween (de John Carpenter) não fica preso ao original, inovando na primeira metade do filme, que é focada na infância do psicopata Michael Myers.
Michael Myers é aparentemente uma criança normal, criada em lar turbulento, mas tem um hobby bem alternativo para passar o tempo: Torturar e matar pequenos animais. Após assassinar sua irmã mais velha, seu namorado e seu padrasto, usando uma máscara de palhaço, Myers é internado em um manicômio e começa a ser estudado por Dr. Loomis (Malcolm McDowell, sem o brilho, de Donald Pleasence).
Michael, a princípio age de maneira ordinária, mas começa a ficar obcecado com a criação de máscaras toscas, e aos poucos vai abandonando sua fala, tornando-se um garoto obscuro e mudo.
Adulto, Myers foge do hospício e volta para sua cidade natal, em busca de sua irmãzinha, que era um bebê na época em que massacrou parte de sua família. A partir daí, em 60 minutos, Rob Zombie compacta o filme original, na íntegra. A ordem dos acontecidos é praticamente a mesma, e o roteiro apenas é moldado a-la-anos 2000.
É legal? Sim, é bem legal! É uma espécie de versão boca-suja, mais histérica e extremamente violenta do filme original. Daeg Faerch atuou bem como uma criança sinistra, fria e histérica, mas perdeu nesse último quesito para Scout Taylor-Compton (A Laurie, no original interpretada por Jamie Lee Curtis). A mocinha grita, grita, grita, grita, grita, grita e grita mais um pouco, contribuindo para a construção de um quadro de tensão elevadíssimo.
De resto tudo está lá: Muitas mortes, a clássica trilha sonora e as beldades peladas.
O curioso é ver a saborosíssima Danielle Harris nuazinha, a mesma que fazia o papel da garotinha Jamie nos Haloween 4 e 5 (88/89).
Não é tão charmoso, nem tão criativo quanto o Halloween de 1978, mas vale uma conferida.
Nota: 7,5
Mário Ribeiro


o michael era um garoto comum que vivia com o seu padrasto,sua mãe sua irmã mais velha e sua irmãzinha
Por: bruno gropo felipe em 04/09/2010
às 5:12 PM